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Le sourire des personnages dans l’oeuvre romancée de Jorge Amado BR FCJA J/PP.di / D879s fra 1975

DUBOIS, Pierre. Le sourire des personnages dans l’oeuvre romancée de Jorge Amado. [O sorriso dos personagens na obra ficcional de Jorge Amado]. Orientador: Prof. R. Cantel. Paris, 1975. 142 f. Dissertação(Mestrado)-U.E.R. d’Études Iberiques, Université de la Sorbonne Nouvelle Paris III, Paris, 1975.

Aborda a comunicação através das expressões corporais como, por exemlo, o sorriso dos personagens nas obras de Jorge Amado.

Jorge Amado BR FCJA J/PP.di / F121j por(BR) 1979

FABRIS, Maria Inês. Jorge Amado: uma visão social. São Leopoldo, 1979. 113 f. Dissertação(Licenciatura Plena em Português)-Centro de Comunicação, Universidade do Vale do Rio dos Sinos, São Leopoldo, 1979.

Com a crise de 29 a literatura refletia a direita e a esquerda da política. Os escritores novos manifestaram pouco interesse pela literatura social e ideológica de esquerda e de direita, e quem tinha vocação política desleixou, não raro a literatura, passando diretamente a militância. Nessa fase há uma separação perceptível entre a preocupação estética e a preocupação política e social. Dentro da esquerda e da direita, os escritores políticos se tornam cada vez mais sectários, especializados em uma linha propaganda. Em quase todas as suas obras, publicadas nesse período importante de nossa História, Jorge Amado coloca acentuada e aguda preocupação de doutrinação política social. O romance social de Jorge Amado é de reação. Politizante e otimista, de inspiração marxista, uma vez que se inclinam para a apreensão objetiva do real através da consciência social.

Os coronéis do cacau BR FCJA J/PP.di / F172c por(BR) 1983

FALCÓN, Gustavo Aryocara de Oliveira. Os coronéis do cacau: raízes do mandonismo político em Ilhéus 1890-1930. Orientador: Prof. Dr. Ubiratan Castro de Araújo. Salvador, 1983. 116 f. Dissertação(Mestrado em Ciências Sociais)-Universidade Federal da Bahia, Salvador, 1983.

Aborda o coronelismo, entendido como manifestação singular do poder privado no Brasil.

Educação e Assistência Social: as estratégias de inserção da Ação Integralista Brasileira nas camadas populares da Bahia em O Imparcial (1933-1937) BR FCJA J/PP.di / F439e por(BR) 2006

FERREIRA, Laís Mônica Reis. Educação e Assistência Social: as estratégias de inserção da Ação Integralista Brasileira nas camadas populares da Bahia em O Imparcial (1933-1937). Orientador: Prof. Dr. Muniz Gonçalves Ferreira. Salvador, 2006. 133 f. Dissertação(Mestrado em História Social)-Programa de Pós-Graduação em História Social, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2006.

Esta dissertação se propõe analisar o discurso do jornal O Imparcial sobre as ações educacionais e assistências, promovidas pela Ação Integralista Brasileira da Bahia, sendo que as mulheres integralistas estavam à frente da maior parte dessas ações. Um dos mais importantes jornais da grande imprensa baiana, O Imparcial, realizou intensa propaganda do integralismo entre os anos de 1934 a 1937, estando presentes em sua direção e corpo de redatores alguns dos principais líderes integralistas no estado. Através dessa propaganda se revelaram as estratégias de expressão do movimento integralista na Bahia.

Literatura e identidade nacional BR FCJA J/PP.di / G574l por(BR) 2000

GOLDSTEIN, Ilana Seltzer. Literatura e identidade nacional: o Brasil best seller de Jorge Amado. Orientadora: Profª. Dra. Lilia Katri Moritz Schwarcz. São Paulo, 2000. 287 f. Dissertação(Mestrado em Antropologia Social)-Programa de Pós Graduação em Antropologia Social da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2000.

Esse trabalho é uma tentativa de fazer Antropologia por meio da literatura, focalizando a obra e a figura pública de Jorge Amado (1912-). O recorte central recai sobre a construção de uma certa identidade nacional nas publicações e no discurso do escritor. A dissertação se inicia com a discussão dos conceitos de identidade e nação e recupera, então, o contexto dos anos trinta no Brasil, período em que Jorge Amado emergiu como escritor e em que alguns símbolos nacionais foram eleitos. Os momentos seguintes do trabalho analisam um corpus variado de material: manuscritos pessoais, romances, entrevistas, artigos de jornal de e sobre Jorge Amado, sempre buscando representações do Brasil. Os temas e o estilo do escritor devem muito à literatura de cordel e a tudo que diz ter aprendido nas ruas. Ao mesmo tempo, faz referências e recria estudos etnológicos e teorias raciais. Os dois pilares deste estudo são a positivação da mestiçagem – que Jorge Amado compartilha com Gilberto Freyre – e o papel que a cultura popular representa no universo amadiano. Um terceiro elemento fundamental reside nas relações mútuas entre realidade e representação: a Bahia acaba por se tornar semelhante ao retrato feito por Jorge Amado e o autor se apresenta e se comporta como uma de suas personagens.

Enfance et paysage BR FCJA J/PP.di / H719e fra 1994

HOLZHAUER, Ina. Enfance et paysage: dans trois oeuvres de Jorge Amado. [Infância e paisagem: em três obras de Jorge Amado]. Orientador: Prof. M. Serge Bourjea. Montpellier, 1994. Paginação irregular., il. Dissertação(Mestrado em Letras Modernas)-Faculté de Letres, Université Paul Valéry-Montpellier III, Montpellier, 1994.

Nous allons analyser dans ce mémoire trois romans de Jorge Amado qui nous aideront à mieux comprendre la situation des enfants et la cruauté du paysage au Brésil. En passant par l’histoire du Brésil et de ses origines, nous allons fixer notre intérêt sur les régions de Bahia et du Nordeste brésilien, qui constituent les points forts dans les trois romans choisis. Des extraits choisis dans Les Capitaines des Sables, Bahia de tous les Saints et Les Chemins de la faim souligneront la misère du peuple brésilien at situation des enfants regroupés en bandes. Le discours antillais d’Edouard Glissant nous donnera également un approche du paysage plutôt poétique. L’importance du métissage, pour lequel le Brésil constitue l’exemple ideal, nous servira de fil rouge tout au long de ce mémoire. Il était donc indispensable de révéler les grands traits de l’historie brésilienne pour mieux comprendre l’évolution de ce mélange des cultures qui expliquera em même temps la situation économique catastrophique du pays. Les romans de Jorge Amado soulignent égalemente ce point de l’historie, tant pour les enfants que pour le paysage. Il nous faut donc prouver qui’l existe un lien entre le développemente du pays, de ses habitants et de as situation désespérante au niveau économique. Ceci constituera notre conclusion, qui se veut révélateur pour le fait que le paysage forme ses habitants et que les habitants donnent leur image au paysage. Ce dernier point soulignera le métissage universal du Brésil.

Candomblé da Bahia BR FCJA J/PP.di / J62c fra 1988

JOFFROY, Valerie. Candomblé da Bahia: l'étude d'un syncretisme religieux brésilien à travers l’oeuvre de Jorge Amado. [Candomblé da Bahia: o estudo de um sincretismo religioso brasileiro através da obra de Jorge Amado]. Orientador: Prof. M. Guise. Nancy, 1988. 221 f. Dissertação(Mestrado)-Faculté de Lettres, Université Nancy-2, Nancy, 1988.

Le plus grand pays catholique du monde, le Brésil, est aussi la terre de prédilection des religions syncrétiques. Des cultes nombreux, diversifiés, s'y sont en effet développés, nés de la combinaison originale de systémes de croyances et de pratiques, riches et composites. Ils sont le fruit d'un processus long et complexe, l' une des multiples facettes d'un pays dont l'histoire est tout entière une expérience privilégiée - presque unique sur la surface du globe - d'intercommunication des civilisations. Car trois grandes masses humaines vont, au long des siécles, concourir à la formation de la société brésilienne: il y a tout d'abord l' Indigéne, premier possesseur des eaux et des bois, des rivages et des plateaux de cette terre immense, compacte, puissamment continentale; il y a le Portugais, ce conquérant venu d' une Europe impure; il y a enfin l'Africain, prodigieux matériel humain lui aussi d'une étrange variété. Aux inévitables mélanges raciaux s' est ajouté naturellement le métissage progressif des cultures, des coutumes, des traditions religieuses. Car le catholicisme a beau constituer le ciment de la société coloniale brésilienne érigée par le Blanc, une race refuse de rompre avec sa terre natale: l' Afrique; un peuple persiste à vouloir se référer à ses propres valeurs mystiques, à honorer ses dieux, en somme à sauvegarder un culte. Ce sera au prix fort d' une nécessaire adaptation. A la suite de quoi, cette résultante parmi tant d'autres: le candomblé. Un culte pratiqué dans le Nord-Est du Brésil, dont les cérémonies, réglées par un calendrier liturgique, les rites complexes et les obligations, puisent à la source de traditions ancestrales, mais qui fait librement voisiner les saints catholiques et les dieux africains. Pour nous aider à pénétrer l' univers de cet étonnant système religieux, nous ne pouvions choisir meilleur guide que Jorge Amado, un écrivain dont le nom, on le sait depuis longtemps, est synonyme de "Brésil" à travers le monde. Partout, ses romans, traduits en près de cinquante langues, projettent des images ardentes de la terre brésilienne, de sa terre, Bahia, région dont il désigne les "différences" d'un regard aigu, passionné, mais aussi capitale historique, conservatoire de l' époque coloniale et terre de prédilection des dieux. De cette glaise, l' écrivain pétrit son univers romanesque peuplé de personnages attachants, de figures drôles et émouvantes, le plus souvent d' hommes et de femmes du peuple, classe pauvre des bidonvilles où se comptent en majeure partie les fidèles des cultes syncrétiques. L' oeuvre d'Amado nous ouvre les portes d' un quotidien pittoresque dont la description laisse transparaitre chez l'auteur une vision à la fois engagée et attendrie des drames et des humaines. Elle nous fait pénétrer au coeur d' une realite parfois brutale, non sans beauté, et dans la complicité d'un univers dominé par la des dieux. C'est plus particuliérement: le cas dans trois des romans de Jorge Amado sur lesquels, pour notre, étude, s'est porté notre choix. Nous découvrons dans Mar Morto (1936) l' atmosphére du port de la baie de Bahia, le petit monde des marins, des prostituées et des femmes merveilleuses telle Livia, la tendre et belle épouse de Guma qui tente d'arracher ce dernier à son destin de marin, destin lié à la terrible déesse des eaux, lemanjá. Dans Les Pátres de la nuit, (1964), nous assistons tour à tour aux rebondissantes aventures de l' élégant caporal Martim et de Curió, sempiternel romantique, tous deux scrupuleusement attachés aux devoirs de leur culte, au baptéme mouvementé du fils du Négre Massu et de la blanche Bénédita dont le parrain ne sera autre qu' Ogum, dieu des métaux, et à la surprenante invasion de la butte de Tue-le-Chat par des hommes et des femmes du peuple qui y construisent leur habitation et luttent, sous le regard des dieux, contre l'hostilité des pouvoirs publics. Enfin, nous découvrons dans La Boutique aux miracles (1969), la vie de Pedra Archanjo, personnage haut en couleur, homme du peuple et écrivain fecond, chéri des siens et béni des dieux, mais longtemps méprisé et ignore de ceux qui, après sa mort, s'empressent de glorifier son oeuvre, révolutionnaire à bien des égards, en une vaste récupération officielle qui prend des allures de farce. C'est donc a travers trois romans bresiliens et leur auteur, Jorge Amado, que nous nous proposons de partir à la découverte de la finesse, du sens et de la pensée subtile du candomblé de Bahia. En ce qui concerne l'orthographe, fort diversifiée, des termes en langue dite nâgo ou brésiliannisés nous avons adopté celle utilisée, dans leurs ouvrages respectifs, par les africanistes brésiliens Raimundo Cintra et Edison Carneiro. Il nous a paru, de plus, judicieux de faire précéder notre etude proprement dite des biographie et bibliographie de Jorge Amado, dont l'oeuvre puise à la source de ses souvenirs d'enfant, d'adolescent et d'homme et ne peut étre dissociée des engagements personnels de l' auteur.

A representação dos orixás e da ancestralidade em Dona Flor e seus dois maridos BR FCJA J/PP.di / L55r por(BR) 2003

LEITE, Gildeci de Oliveira. A representação dos orixás e da ancestralidade em Dona Flor e seus dois maridos. Orientador: Prof. Dr. Cid Seixas Fraga Filho. Salvador, 2003. 129 f. Dissertação(Mestrado em Letras e Lingüística)-Instituto de Letras, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2003.

Alicerçado em leituras de textos antropológicos, de mitos e na observação de Candomblés e Umbandas, a dissertação demonstra a importância de arquétipos da mitologia afro-brasileira na construção das personagens e do enredo do romance Dona Flor e Seus Dois Maridos. Entende-se que as características dos orixás das personagens e/ou os mitos referentes às entidades guiam as ações das pessoas ficcionais e conseqüentemente os destinos da obra ora estudada. Constam-se a existência de usos e costumes de nossa ancestralidade, alguns dos quais ainda persistem em nosso tempo e na vida não-ficcional baiana. Assim, concluí-se que o referido romance é edificado a partir de nossos costumes e de aspectos de nossa religiosidade mestiça, portanto, algo mais que uma história esotérica e de amor, sendo uma obra de afirmação identitária. O caráter afirmativo e identitário da obra não pode ser visto a “olho nu”: necessário o conhecimento de nossa ancestralidade e, em especial, de religiões negro-mestiças para entender o texto. Desta forma, somente nas entrelinhas do texto amadiano pode ser visto o mais importante de sua mensagem, a defesa da identidade brasileira. A partir desta leitura abre-se a expectativa de uma verticalidade maior em algumas obras filiadas ao viver baiano, além de Jorge Amado. Entretanto, dentre os aspectos positivas, devemos destacar a defesa da identidade negra e da nossa ancestralidade, sem fazer uso do panfleto, tendo apenas o belo, amor, cotidiano e o riso como pretextos ou como links para o hipertexto por entre as linhas do romance.

Assimilação estética do social em “Terras do sem fim” BR FCJA J/PP.di / M256a por(BR) 1981

MARQUEZ, Rosaura Gil. Assimilação estética do social em “Terras do sem fim”. Orientadora: Profª. Dra. Edda Arzúa Ferreira. Florianópolis, 1981. 119 f. Dissertação(Mestrado em Letras)-Programa de Pós-Graduação em Letras, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 1981.

O trabalho analisa a relação entre literatura e sociedade no romance "Terras do Sem Fim" de Jorge Amado. Recriando, em uma perfeita unidade entre forma e conteúdo, as relações dialéticas que se estabelecem no interior da sociedade retratada, ficcionalmente, no romance em questão. Ao mesmo tempo percebemos a preocupação do autor em penetrar conflitos dos seres humanos a partir de sua vivência particular, fato este que marca parte de sua obra mais apurado realismo. Este estudo se divide em cinco capítulos: metodologia, revisão bibliográfica da critica existente sobre o romance, fundamentação teórica para a análise e conclusão. A fundamentação teórica baseia-se, principalmente, em alguns postulados teóricos de Marx, Lukács, Sánchez Vázquez e Antônio Cândido.

Vozes negras nas ladeiras mestiças da cidade da Bahia BR FCJA J/PP.di / M315v por(BR) 2004

MARQUES, Heloísa Borges. Vozes negras nas ladeiras mestiças da cidade da Bahia: o discurso da mestiçagem na ficção de Jorge Amado. Orientadora: Profª. Dra. Celeste Maria Pacheco de Andrade. Feira de Santana, 2004. 169 f. Dissertação(Mestrado em Literatura e Diversidade Cultural)-Departamento de Letras e Artes, Universidade Estadual de Feira de Santana, Feira de Santana, 2004.

Este trabalho versa sobre a obra de Jorge Amado (1912-2001), tomando como objeto de estudo Jubiabá (1935) e Tenda dos Milagres (1969), narrativas temporariamente afastadas, mas tematicamente aproximadas. O eixo norteador da abordagem analítica transita na interface ficção/história, considerando a opção do escritor em produzir uma literatura em consuetude com a realidade histórico-social do país. Nessas obras, a representação do valor da cultura negra africana, como contribuição para o delineamento de um perfil nacional, situa-se, discursivamente, a partir da Cidade da Bahia, locus do processo de mestiçagem que marca a nação brasileira. Essa evidência se esboça no primeiro romance, com a positivação da figura do negro, num momento histórico em que, com o respaldo da ciência, estereótipos negativos lhe eram impingidos; consolida-se no segundo, com o desenho da mestiçagem como resposta às rivalidades entre brancos e negros, identificando-a como fator relevante de uma formatação nacional autêntica, do ponto de vista ético-cultural, ressaltando, assim, a preponderância do elemento negro, no processo de miscigenação.


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